segunda-feira, 9 de junho de 2014

SANEAMENTO BÁSICO VERGONHA NACIONAL

No tempo de João Goulart apenas uma em cada três residências no Brasil estava ligada a uma rede de coleta de esgoto. Noventa e cinco por cento (95%) do esgoto produzido pelo povo brasileiro eram lançados 'in natura' nos rios e valas. Os milicos que derrubaram Jango criaram nos anos 70 o Plano Nacional de Saneamento (Planasa), gerido pelo Banco Nacional de Habitação (BNH). São dessa época a Cedae, Sabesp e Compesa. Mas de corrupção em corrupção o problema não foi resolvido e nos dias de hoje em pleno terceiro milênio o problema se agravou. Como apenas 5% dos esgotos eram tratados em 1960 isso significa que 67 milhões de brasileiros jogavam o cocô nos cursos d'água. Atualmente, 37,5% dos esgotos são tratados, mas como somos 201 milhões de pessoas, consequentemente, 126 milhões continuam poluindo as águas dos rios com suas fezes. Apesar disso, no ritmo de hoje, segundo o economista Agostinho Vieira, de quem peguei esses números (Globo de 01/05/14) vamos precisar de mais de trinta ou quarenta anos para chegar perto de algo que possa se chamar de civilização. 
Vejamos agora o custo humanitário dessa brincadeira. No Brasil, mais de 36 milhões de pessoas continuam sem água potável. Por ano são registradas cerca de 350 mil internações provocadas por diarréia, doença tipica da falta de saneamento. São bilhões de reais desperdiçados com saúde pública. Dados do Instituto Trata Brasil dizem que com a universalização dos serviços de água e esgoto a economia com a redução de faltas ao trabalho chegaria a 258 bilhões de reais. A valorização dos imóveis chegaria a 178 bilhões. O custo estimado da universalização do saneamento básico do país é de apenas 320 bilhões de reais. Por que "apenas"? Porque o Brasil paga ao grande esquema de corrupção chamado de DÍVIDA PÚBLICA a BAGATELA DE DUZENTOS BILHÕES POR ANO.
Bastaria dar um calote nos agiotas durante dois anos. Esse esquema de corrupção não passa de um esquema pós moderno de acumulação de capital via desvio de dinheiro público para empresas privadas. Maria Lucia Fattorelli (vide Dívida Cidadã) diz que se for feita uma auditoria em nossa Dívida Pública ela seria reduzida em aproximadamente 70%. E a Constituição manda fazer isso em suas disposições transitórias, mas nem Sarney, nem Collor, nem Itamar, nem FHC, nem Lula, nem Dilma tiveram peito. Dilma tem 'peito' e tem mais um mandato pela frente. Vamos ver.
Por que o Brasil deixa seu povo à míngua, sem água limpa, e rasteja numa condição de colônia exportadora de commodities, e não se desenvolve rumo ao pódio das grandes potências? Por que em vez de usar suas economias para educar o povo para o futuro usa para pagar juros aos agiotas detentores de papeis podres? O economista Adriano Benayon explica. É que os agiotas do capital financeiro, malandramente, escreveram uma frase e inseriram essa frase, de contrabando, na Constituição. É isso mesmo que ele diz: os agiotas introduziram à revelia do Congresso, um dispositivo na Constituição que manda justamente PRIVILEGIAR o pagamento dos juros da dívida. Por isso o governo deixa o povo morrer doente, e até privatiza patrimônio público para poder pagar 200 BILHÕES por ano à oligarquia financeira anglo-americana.
Finalizo com um detalhe tétrico. Os traficantes de açúcar aproveitam nossas 350 mil vítimas de diarreia para fazer propaganda do "soro caseiro" (uma colher de açúcar e uma pitada de sal num copo d'água).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

DECRETO 8.243. UM AVANÇO DEMOCRÁTICO HISTÓRICO

DECRETO 8.243 DE 23/05/14. UM AVANÇO DEMOCRÁTICO HISTÓRICO
A presidente Dilma encaminhou ao Congresso o Decreto 8.243 que cria a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Social.

Esse decreto da Dilma é um tremendo avanço democrático, uma superação da nossa democracia representativa corrompida até o tutano. Abre espaço para que o povo organizado influa nas políticas públicas. Certamente Dilma "fugiu para a frente" empurrada pelas "jornadas de junho de 2013". As hienas da direita formadoras de opinião estão desesperadas. Até o Estadão já escreveu seu editorial reacionário.
Agora a gente (we the people) vai poder barrar esse processo de privatização sub-reptícia (sem licitação) que vem ocorrendo em nosso país onde se entrega a administração de hospitais, universidades públicas,e até o Teatro Municipal, etc. às tais OSs ("organizações sociais") na verdade pequenos grupos de tubarões capitalistas. O povo vai poder fiscalizar o dinheiro público e impedir a corrupção na fonte. A atual situação é completamente hipócrita: A Polícia Federal e o Ministério Público desbaratam quadrilhas, um "inquérito" é montado para inglês ver (na verdade é apenas uma peça de uma "negociação"), os corruptos ficam impunes e como diz a descendente de João Havelange: "O que tinha que ser roubado já foi".

domingo, 18 de maio de 2014

É A EDUCAÇÃO ESTÚPIDO!

É A EDUCAÇÃO, ESTÚPIDO !

   O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele
                                                              Kant

Peço desculpas ao leitor pela falta de educação do título do artigo. É que foi obrigatória a alusão à famosa frase de James Carville, o marketeiro de Bill Clinton que o levou à vitória contra o pai de George Bush que buscava a reeleição com base em seus feitos bélicos. Carville entrou para a história por ser autor de uma frase estúpida.
Minha proposta é questionar sobre o que é mais importante para efeito do futuro de um país: o foco na economia ou na educação?
     Eu diria que não é o foco na economia, especialmente porque a ciência econômica contemporânea está fundamentada em determinadas instituições e teorias. Se colocarmos uma excelente "equipe econômica" no comando da economia de um país, o sucesso dessa equipe será medido pelos índices de inflação, de desemprego, pelo nível do superávit primário, pela gangorra da balança comercial, e pelo balanço de pagamentos, e pela sucessão de recessão ou aquecimento induzidos.      Tais objetivos fazem parte da "fisiologia" da economia, obedecem a uma filosofia que privilegia mais o mercado que a sociedade; mais a economia que a política, economia que peca pelo "economicismo" (Luiz Werneck Vianna). O sucesso da equipe econômica resulta naquela situação em que o general Garrastazu Médici diagnosticou: "A economia vai bem mas o povo vai mal". Isso ocorre porque está institucionalizada uma situação em que nosso país vem sendo governado sem partir de um projeto nacional-popular. Segundo Fernando Henrique Cardoso "projeto de país" é um tema ultrapassado, o Brasil segundo ele já está "projetado" e o que nos resta é fazer parte do jogo.
    Entrementes se o Brasil está desenhado por um "projeto de país" com certeza não não é um projeto nosso, de interesse do povo brasileiro. Se o povo brasileiro desse palpite quando nosso projeto de país estivesse sendo escrito, jamais assinaria um documento em que se prioriza juntar dinheiro para pagar juros do esquema de agiotagem da Dívida Pública e deixa o povo sem saneamento básico. Não assinaria igualmente um projeto que não assegurasse uma sólida educação de base que preparasse o povo para a ascensão em matéria de ciência e tecnologia. É por falta de um projeto nosso que o Brasil não consegue sequer sair da estaca zero que seria acabar com o analfabetismo. O projeto que está em vigor e do qual o povo não participa faz com que o Brasil se agigante sobre pés de barro. Parafraseando Zuenir Ventura uma nação partida.
    O foco na educação não é novidade. Os gregos antigos que inauguraram a filosofia ocidental colocavam o projeto paideia acima de tudo. Por paideia entenda-se a formação do homem grego. A princípio o projeto educacional grego visava o ideal  mens sana in corpore sano, depois evoluiu para formar o cidadão, segundo Platão: "um cidadão preparado para governar e ser governado tendo a justiça por fundamento". Aqui no Brasil nós teríamos um esboço de paideia se tivesse vingado o projeto dos CIEPS de Leonel Brizola, escola pública de qualidade de turno integral. A atual situação de escola pública sucateada para obrigar a classe média a pagar pelo ensino de seus filhos faz parte da realização de um projeto de Brasil que não é o do nosso povo.  O foco na educação implica em assumir uma unidade cognitiva e moral básica aos processos de construção nacional. O povo brasileiro nunca foi chamado a sentar na mesa para redigir um projeto que leve em conta os seus interesses porque nossa burguesia retardatária na industrialização do país preferiu um projeto escrito a quatro mãos com o latifúndio, daí que a reforma agrária nunca foi cogitada. 
   Um projeto de país pressupõe a existência de um país: território, povo e cultura. Mas o somatório dos fatores que compõem um país resulta numa nação amorfa. E continará uma nação amorfa, uma nação "maria vai com as outras" se for orientada por um projeto de país escrito por sua elite associada com interesses estrangeiros, caso do Brasil até hoje.
 É o projeto pedagógico é a paideia que confere ao país caráter e personalidade,"unidade cognitiva e moral". Os Estados Unidos promoveram a universalização do ensino fundamental no século XIX, em 1865. A China apenas mais de um século depois, nos anos 80 do século XX é que promoveu a universalização do acesso à escola e a erradicação do analfabetismo. A Coreia do Sul no final do século XX também erradicou o analfabetismo e colocou 82% dos seus jovens na universidade. O Brasil mesmo no terceiro milênio ainda está na estaca zero, amarga a convivência com 13% de analfabetos. A China hoje se orgulha de ser o primeiro lugar no ranking da PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e está empenhada em criar 100 universidades de nível internacional. A Coreia não faz por menos e trabalha com o objetivo de simplesmente ultrapassar o Japão. Pelo ranking da PISA o Brasil figura na 55ª posição em leitura, 58ª em matemática e 59ª em ciências. Isso num universo de apenas 65 países.
 Mas nem tudo está perdido. As manifestações de junho de 2013 revelaram que o povo brasileiro está maduro para participar da elaboração do projeto de país de sua autoria. Um projeto de país que privilegie a saúde e a educação e que demande no futuro menos médicos e policiais, e menos presídios e hospitais.
    
  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

NÃO SOMOS MACACOS

"Não somos macacos"(Texto reproduzido do Boletim do Chico Alencar deputado do P-SOL)

          Só se falou nisso durante toda a semana. O brasileiro Daniel Alves, jogador do Barcelona, driblou de forma genial um insulto racista: comeu uma banana atirada contra ele por torcedores rivais.
Até aí, tudo muito bom. A polêmica veio quando Neymar divulgou um vídeo que lançava a campanha 'Somos Todos Macacos'. Diversas celebridades aderiram. Entre os muitos apoiadores, um fato: pouquíssimos negros.
Logo vazou a notícia de que a campanha havia sido produzida por uma agência de publicidade. Na sequência, a grife de Luciano Huck lançou uma camisa, que está à venda. Mas a coisa começou a se mostrar complicada mesmo quando setores da direita mais conservadora - que por diversas vezes flertam com o racismo! - também apoiaram a ação.
Fomos olhar o outro lado e vimos que os movimentos negros e pessoas que debatem o racismo se posicionaram de forma praticamente unânime contra a campanha. Reconhecem a boa vontade de Neymar, mas questionam a mensagem.
São muitos os argumentos: não podemos banalizar os atos racistas, não podemos vender a ilusão de que todos são tratados iguais em uma sociedade desigual, não podemos achar que o combate ao racismo se faz simplesmente por meio de hashtags irrefletidas. Não podemos esquecer que o racismo não é fato excepcional: negros e negras recebem, no dia a dia, mais do que bananas e ofensas. Há uma cor - e uma classe! - que são privadas de direitos e que são alvo privilegiado da violência. Exemplos, não faltam.
O Mandato Chico Alencar separou quatro textos que nos ajudam a refletir sobre o assunto. Boa leitura! [Textos: A bananização do racismo/Ana MªGonçalves;Contra o racismo nada de bananas.../NegroBelchior;Macacos e vadias/Luka.
COMENTÁRIO: Parece que o Incêndio do Reichstag não foi obra dos nazistas, mas Hitler espertíssimo e oportunista capitalizou o fato para concentrar poder. Esse fato mencionado acima envolveu um torcedor racista ridículo que recebeu uma resposta genial do Daniel Silva de um 'fair play' inenarrável. A resposta do jogador deveria ter sido suficiente para abafar o fato. O próprio Daniel contou que usou de humor diante dos ridículos racistinhas. Mas alguns espertalhões capitalistas aproveitaram o fato para ganhar dinheiro. O Neimar pode ter sido exortado a fazer o que fez, por amizade, ou ter feito o papel de um inocente útil. O fato é que descobriu-se que o mote "Somos todos macacos" foi criado por um marketeiro. "Coincidentemente" o Luciano Hulk lança uma camiseta para a campanha a 60 reais cada. A gente sabe o que capitalistas são capazes de fazer para ganhar dinheiro: criar um factóide que gere uma demanda é prova de uma fina inteligência empresarial.
DIGRESSÃO FINAL. Certa vez Leonel Brizola conseguiu na justiça um direito de resposta que obrigou a TV Globo ler um editorial escrito pelo engenheiro. Quem leu o "tijolaço" brizolista foi Cid Moreira. Brizola comentou que "O bugio branco" lera o texto melhor do que ele o faria. Cid Moreira poderia ter processado Brizola, mas não o fez. Se o fizesse seria por causa de baixa auto-estima.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

AÇÚCAR NO SITE DO DR DRÁUZIO VARELLA

AÇÚCAR NO SITE DO DR DRÁUZIO VARELLA:

O doutor Dráuzio Varella não consome açúcar há décadas. Provavelmente ele leu Sugar Blues de William Dufty. Eu cobrava dele um texto dele sobre açúcar. Agora descobri que no site dele (drauziovarella.com.br) tem um artigo sobre açúcar que reproduzo aqui e comento:
A autora do artigo é TAINAH MEDEIROS.

"Evitar doces é uma tarefa quase impossível para muitos. Além do sabor agradável, a guloseima serve muitas vezes como um calmante emocional, principalmente para mulheres em época de TPM (Tensão Pré-Menstrual). Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina".

* Conheça os sintomas e tratamento para diabetes

"A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da ABESO (Associação Brasileira de Estudos Sobre a Obesidade), explica que antes de o açúcar cair na corrente sanguínea, ele passa pelo pâncreas, glândula que secreta insulina para quebrar a glicose e controlar a quantidade que irá chegar à corrente sanguínea. ”Quando o alimento contém muito açúcar, a insulina encontra dificuldades para fazer seu trabalho e acaba deixando grande quantidade de glicose ir para o sangue”, explica Psiciolaro".

"A endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que quando se consome muito açúcar, o corpo reage negativamente. “No começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda. A produção do hormônio da insulina começa a entrar em falência parcial, produzindo pouco hormônio, ou total, quando deixa de ser produzido. Se ela não funciona, a glicose vai em excesso para corrente sanguínea, o que resulta em diabetes” explica Lugarinho. As consequências da diabetes são muitas, entre elas problemas neurológicos, cardiovasculares, nos olhos e nos rins".

"Há ainda o risco de obesidade. Os doces são carboidratos altamente calóricos e ricos em gordura, que têm como função dar disposição e energia. Quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, porém, o excesso é revertido em tecido adiposo para ser armazenado. Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar a doenças graves como hipertensão e outras cardiopatias".

* O lado bom do açúcar

“O açúcar é a forma mais rápida de fornecer glicose para o corpo”, diz Pisciolaro. Esse componente é essencial para o funcionamento do cérebro, da retina e dos rins. “Quando ficamos com deficiência de glicose (condição conhecida como hipoglicemia), sentimos dor de cabeça e os olhos começam ficar vertiginosos”, explica Lugarinho.
"A glicose ainda auxilia na proliferação das Bifidobactérias e dos Lactobacillus sp. Essas bactérias compõem a flora intestinal e contribuem para a eliminação de bactérias nocivas como a Escherichia coli e o Clostridium. Sem contar que o açúcar é uma importante fonte de cálcio, fósforo, ferro, cloro, potássio, sódio, magnésio e de vitaminas do complexo B".
"Mas isso não significa que doces precisam fazer parte do cardápio diário. O açúcar é encontrado também em frutas e em fontes salgadas, como massas, pães e bolachas. “O ideal é que a pessoa não consuma doces e faça uso do açúcar dos outros alimentos”, reforça Lugarinho.
Pisciolaro discorda. “Por questões sociais, é quase impossível cortar os doces da dieta. Temos que pensar nas situações do cotidiano. Você vai a uma festa, ver um monte de guloseima, como não ficar com vontade? A pessoa pode se dar o prazer de consumi-lo, não é errado, só tem que maneirar”.
"Não existe uma quantidade ideal de açúcar para ser consumida diariamente, mas a nutricionista dá uma ideia dos limites. “Você pode comer até duas colheres de doce de leite por dia, dois brigadeiros, uma latinha de refrigerante ou uma fatia pequena de pudim, por exemplo. Sem extrapolar”.

MEU COMENTÁRIO (Fernando): A nutricionista Fernanda Pisciolaro, da ABESO, diz que o açúcar "passa pelo pâncreas" que secreta insulina "para quebrar a glicose". Isso está me cheirando a samba do crioulo doido. O açúcar (sacarose refinada) não passa pelo pâncreas e quem "quebra" a sacarose são as sacaridades (enzimas pancreáticas) e não a insulina (hormônio endócrino), cujo papel é "empurrar" a glicose para dentro dos músculos. Ainda segundo essa nutricionista aloprada o açúcar (sacarose refinada) "É a forma mais rápida de fornecer glicose". Não pode ser porque o "açúcar" fornecido pelas frutas (glicose e frutose) são absorvidos DIRETAMENTE pelo organismo (a glicose, a frutose tem um mecanismo de absorção diferente, mais lento) enquanto que o maldito do açucareiro ainda terá que ser "quebrado" pelas enzimas pancreáticas (em glicose e frutose).
A nutricionista Lívia Lugarinho tem a cabeça no lugar e recomenda que "O ideal é que a pessoa não consuma doces". E complementa: "E faça uso do açúcar de outros alimentos". Querendo dizer com isso que o "açúcar" que interessa ao corpo não é o do açucareiro e sim os fornecidos pelos cereais (o amido) e pelas frutas (glicose e frutose). O açúcar do açucareiro que faz parte dos doces, sorvetes, iogurtes e bolos é uma porcaria causadora de cárie, diabetes e obesidade.

O lado bom do açúcar

“O açúcar é a forma mais rápida de fornecer glicose para o corpo”, diz Pisciolaro. Esse componente é essencial para o funcionamento do cérebro, da retina e dos rins. “Quando ficamos com deficiência de glicose (condição conhecida como hipoglicemia), sentimos dor de cabeça e os olhos começam ficar vertiginosos”, explica Lugarinho.

A glicose ainda auxilia na proliferação das Bifidobactérias e dos Lactobacillus sp. Essas bactérias compõem a flora intestinal e contribuem para a eliminação de bactérias nocivas como a Escherichia coli e o Clostridium. Sem contar que o açúcar é uma importante fonte de cálcio, fósforo, ferro, cloro, potássio, sódio, magnésio e de vitaminas do complexo B.

Mas isso não significa que doces precisam fazer parte do cardápio diário. O açúcar é encontrado também em frutas e em fontes salgadas, como massas, pães e bolachas. “O ideal é que a pessoa não consuma doces e faça uso do açúcar dos outros alimentos”, reforça Lugarinho.

Pisciolaro discorda. “Por questões sociais, é quase impossível cortar os doces da dieta. Temos que pensar nas situações do cotidiano. Você vai a uma festa, ver um monte de guloseima, como não ficar com vontade? A pessoa pode se dar o prazer de consumi-lo, não é errado, só tem que maneirar”.

Não existe uma quantidade ideal de açúcar para ser consumida diariamente, mas a nutricionista dá uma ideia dos limites. “Você pode comer até duas colheres de doce de leite por dia, dois brigadeiros, uma latinha de refrigerante ou uma fatia pequena de pudim, por exemplo. Sem extrapolar”.

MEU COMENTÁRIO: A nutricionista Fernanda Pisciolaro, da ABESO, diz que o açúcar "passa pelo pâncreas" que secreta insulina "para quebrar a glicose". Isso está me cheirando a samba do crioulo doido. O açúcar (sacarose refinada) não passa pelo pâncreas e quem "quebra" a sacarose são as sacaridades (enzimas pancreáticas) e não a insulina (hormônio endócrino), cujo papel é "empurrar" a glicose para dentro dos músculos. Ainda segundo essa nutricionista aloprada o açúcar (sacarose refinada) "É a forma mais rápida de fornecer glicose". Não pode ser porque o "açúcar" fornecido pelas frutas (glicose e frutose) são absorvidos DIRETAMENTE pelo organismo (a glicose, a frutose tem um mecanismo de absorção diferente, mais lento) enquanto que o maldito do açucareiro ainda terá que ser "quebrado" pelas enzimas pancreáticas (em glicose e frutose).
A nutricionista Lívia Lugarinho tem a cabeça no lugar e recomenda que "O ideal é que a pessoa não consuma doces". E complementa: "E faça uso do açúcar de outros alimentos". Querendo dizer com isso que o "açúcar" que interessa ao corpo não é o do açucareiro e sim os fornecidos pelos cereais (o amido) e pelas frutas (glicose e frutose). O açúcar do açucareiro que faz parte dos doces, sorvetes, iogurtes e bolos é uma porcaria causadora de cárie, diabetes e obesidade. 

O SUS COMO REFÉM DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

A indústria farmacêutica herdeira do IG Farben já descobriu como manter toda a humanidade na condição de doente e escrava do uso de medicamentos. Inventou também uma pérola de mercado que é o "medicamento de alto custo". Uma drágea de um medicamento desse tipo, baseado em biotecnologia, pode custar até 50 mil reais. O pobre SUS não tem como pagar um absurdo desses, mas os doentes, especialmente o pessoal de classe média apela para advogados de porta de farmácia, especializados em processar o SUS para que pague por esses medicamentos. E os juízes mandam o SUS pagar porque está escrito na Constituição que saúde é um direito de todos e obrigação do Estado.
Resultado o SUS paga esses remédios caros que são utilizados por 2% dos doentes. Para tanto gasta 40% da verba de que dispõe. Para os outros 98% dos doentes restam 60% da verba. Isso é uma distorção. E se dependesse do PSDB a coisa iria piorar. Esse partido enviou uma emenda à PEC do Orçamento Impositivo para obrigar o SUS aumentar o investimento na Saúde de 64 para 128 bilhões. Por sorte o governo conseguiu boicotar essa manobra que iria dar força ao trem da alegria da farra de medicamentos que assola o país.

Parece que já foi aprovado testes para detecção do vírus de hepatite C. Doença para a qual já existe o medicamento interferon (medicamento de alto custo). A detecção desse vírus exige "exames de alta complexidade", (exames caros). Com o vírus da hepatite C a gente convive com ele assim como convivemos com o vírus da herpes. A longo prazo ele "pode" dar problemas. Mas o escândalo não se resume a obrigar o SUS a pagar essa farra de produtos "de alto custo". O vírus da hepatite C é transmitido principalmente por quem compartilha seringas de injeção, ou seja drogados, e também em BEM MENOR escala por comportamento sexual promíscuo. Ou seja um caso de doença de grupo de risco, mas o lobby da indústria farmacêutica conseguiu fazer com que o governo trata-se toda a população como um imenso grupo de risco de drogados e devassos sexuais.
Não vi ninguém protestar. E aí doutores onde estão os senhores?
Tenho pra mim que ninguém fala nada porque fica parecendo que a gente é contra a medicação da sociedade. Medicar racionalmente é uma coisa, "medicalização" desenhada para sangrar o SUS é outra. O mais certo ainda seria retirar o açúcar da comida, o flúor da água e colocar os meninos na escola (de turno integral). No futuro demandaríamos menos médicos e policiais; menos hospitais e presídios.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RACISMO ESTÚPIDO NO BRASIL

Estão criando no Brasil uma forma estúpida de racismo. Pela pior forma de racismo que já existiu os nórdicos se julgavam "superiores" a negros, ciganos, eslavos, etc. Digamos que era um racismo "sádico". O racismo estúpido que estão querendo criar no Brasil é um racismo ao contrário, digamos um racismo "masoquista", que pretende apresentar o negro como vítima do "NÃO NEGRO" (que absurdo! essa expressão. Há quem diga que os judeus são racistas e eles se referem aos outros como "não judeus"). Esse racismo estúpido quer se apropriar dos mestiços. "Negro" seria um somatório de pretos e pardos. Por acaso os mestiços foram consultados? Na comunidade Gilberto Freyre do orkut encontramos um Movimento Brasil Mestiço cujo líder foi chamado por um negro de "Cor de merda". O rapaz ficou traumatizado. Um plebiscito acabaria com essa besteira do racismo estúpido. O povo brasileiro possui MAIS DE CEM CORES, o IBGE sabe disso. Tem cor de canela, cor de jambo, ruço, sarará, e, como diz o João Ubaldo: "moreno craro" (de olhos verdes), etc. O IBGE bem que poderia publicar essa lista das cores do povo brasileiro. Essas estatísticas sobre desemprego e diferenças de salários seguidas da expressão: "Nada justifica essa disparidade". Se tal disparidade existe ela É ILEGAL e deve ser combatida com ações judiciais e não com uma "política afirmativa" que se revela burra porque não percebe isso, além de criar racismo onde não existe. Por esse racismo burro, agora, nas salas de aula, nas repartições públicas, nos parlamentos, nas fábricas e empresas em geral passará a existir a consciência de uma COMPOSIÇÃO RACIAL PARA DIVIDIR O POVO BRASILEIRO. Onde tem fumaça, tem fogo. INTERESSES PODEROSOS E ESCUSOS COM CERTEZA ESTÃO POR TRÁS DESSA PALHAÇADA.